Especialista do HFSE destaca a importância de se identificar os sintomas de alergia alimentar

Dor de cabeça, vermelhidão pelo corpo, diarreia, coceira, tosse e chiado no peito podem ser sintomas de alergia alimentar. Estas reações são uma resposta imunológica desencadeada pela ingestão de alimentos como ovos, amendoim, crustáceos, leite, castanhas ou frutos do mar, por exemplo. “Ao perceber os primeiros sinais de alergia como língua dormente, a pessoa deve tomar um remédio anti-histamínico e procurar um hospital o mais rápido possível”, orienta o alergista do Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE), Cláudio Cavalcante.

Existem casos em que a reação alérgica ocorre imediatamente após o contato do alimento com a mucosa da boca. “Nesses casos, o paciente pode ter coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe. É mais comum em quem tem alergia a pólens, pimenta ou alimentos como melão, melancia, banana, pêssego, cereja, batata, cenoura, ameixa, amêndoa, avelã e aipo, por exemplo. A reação pode demorar até duas horas para se manifestar ou ser instantânea. Leva a urticárias, sangramento intestinal e até mesmo ao choque anafilático”, alerta o médico.

As reações defendem o corpo de certas substâncias nocivas. “Esta alergia alimentar está relacionada à produção de anticorpos imunoglobulina, que provoca reação a um alimento específico. Por isso, as pessoas alérgicas a determinado alimento obrigatoriamente devem evitá-lo. Se o alimento que causa a reação for extremamente importante para a saúde do organismo, como o leite, a pessoa deve procurar orientação médica para conseguir repor a falta desse nutriente.”

Segundo o especialista, a alergia a certos alimentos geralmente começa ainda na infância, mas pode ocorrer em qualquer fase da vida adulta. “Em crianças, ela costuma se apresentar antes mesmo dos cinco anos de idade, principalmente quando as reações estão ligadas ao consumo de leite, trigo e soja. Alergias a amendoim, frutas secas, ovos, crustáceos e frutos do mar tendem a durar a vida toda”, ressalta o alergista.

Embora algumas pessoas apresentem intolerância a certos alimentos, as alergias alimentares são menos comuns. “Em uma alergia alimentar real, o sistema imunológico produz anticorpos e histamina em resposta ao alimento que aparentemente é nocivo. O corpo reage da mesma forma quando detecta a presença de bactérias, vírus ou toxinas”, explica. Cavalcante afirma que menos de 1% das pessoas têm alergias reais, sendo o restante delas vítimas apenas de intolerâncias alimentares.

Diagnóstico – O paciente que tem dúvida se tem ou não alergia a determinado alimento deve procurar um médico especialista. “A principal maneira de identificar o problema é através do exame clínico, mas existem outros, como os de sangue, testes cutâneos e também algumas provocações, que são feitas com cápsulas de placebo e com alimentos que podem ser a causa da alergia”, diz.

O único tratamento comprovado para alergias alimentares é evitar o alimento. “A alergia e reações alimentares não podem ser evitadas com medicamentos. Se for diagnosticada, o paciente deve tratá-la com anti-histamínicos durante as crises e evitar principalmente o consumo”, finaliza o alergista.

Érica Santos

Fonte: Intranet MS


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