Adoção de hábitos mais saudáveis pode amenizar ou acabar com as crises de enxaquecas, esclarece especialista do HFL

Os dados da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC) assustam: cerca de 30 milhões de brasileiros sofrem com os dolorosos episódios de enxaqueca. O problema é genético, mas pode ser desencadeado por uma série de hábitos não saudáveis. “Ela acontece, na maioria das vezes, de maneira unilateral e com associação eventual a sintomas visuais. Muitas podem ser as causas da enxaqueca, elas vão desde alterações hormonais, traumas cranianos, sedentarismo, distúrbios do sono, estresse, medicamentos fortes até ressaca”, explica a neurologista do Hospital Federal da Lagoa/RJ, Luciane Mello.

Considera-se enxaqueca crônica a dor que aparece pelo menos 15 dias por mês, por mais de três meses. As mulheres são mais suscetíveis, apesar da doença também se apresentar em homens. Aproximadamente 75% das pessoas que apresentarão enxaqueca são do sexo feminino, o que demonstra uma associação das fortes dores de cabeça com hormônios femininos. Ela deve ser tratada com os medicamentos indicados pelo médico, mas pode ser amenizada ou até sanada com a adoção de comportamentos mais saudáveis. “As mudanças de hábito são importantes para acabar com os sintomas da enxaqueca, doença que pode impedir simples tarefas do dia-a-dia”, orienta a especialista.

Confira abaixo algumas dicas para impedir que a enxaqueca te derrube.

Alimentos que potencializam a dor – É fundamental evitar a cafeína, adoçantes artificiais, glutamato, frutas cítricas e alimentos contendo Tiramina. Também é bom ficar longe de alguns tipos de queijo e carnes que contenham nitrito (defumados). Segundo especialistas, não é comprovado que o chocolate seja um alimento precipitador.

Dormir bem é essencial – Existem muitos estudos sobre sono e enxaqueca. Alguns já demonstraram a associação da severidade e frequência dos episódios de enxaqueca relacionados com a duração ou queixas do sono. Uma noite de sono tranquila pode evitar as fortes dores de cabeça.

Não abuse de analgésicos – Este tipo de medicamento bloqueia todos os mecanismos de defesa natural para o combate da enxaqueca. O uso prolongado e principalmente indiscriminado faz com que o corpo fique dependente. Muitas pessoas costumam tomar o analgésico ao menor sinal de dor e, assim se esquecem de tratar o problema. É preciso buscar tratamento adequado com um médico especialista.

Sem junk foodAs chances de enxaqueca episódica são maiores entre as pessoas obesas, principalmente entre as mulheres abaixo de 50 anos. Além disso, a obesidade é um dos grandes males da população moderna e o sedentarismo afeta em muitos aspectos a qualidade de vida.

Tabagismo – Fumar é uma bomba para o organismo. Além de todos os males que traz ao organismo, a nicotina ainda é associada à alteração da circulação sanguínea e o enrijecimento dos vasos sanguíneos, provocando a enxaqueca.

Consumo de álcool – Como a enxaqueca é um problema de origem vascular e a dor é provocada pela contração e dilatação dos vasos sanguíneos, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser uma opção ruim para quem lida com o problema.

Érica Santos – Comunicação Interna e Conteúdo Web
Fonte: Intranet MS

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