“Vou trabalhar em parceria com o servidor”

O Núcleo Estadual do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro (Nerj) está sendo mapeado. A missão de esquadrinhar o prédio da Rua México, 128, e conhecer seus ocupantes, foi assumida pelo advogado Alessandro Magno Coutinho, que desde o dia 12 de junho é o novo Coordenador de Gestão do NERJ. Desde então, a rotina de Alessandro é visitar setores, conversar com servidores e colaboradores, analisar os pontos fortes e fracos do Núcleo e coordenar ações. A rotina é pesada, mas ele tenta atender a todos.

Alessandro Coutinho: "Estou aprendendo o que é o Nerj".

Zeloso, o advogado de 41 anos, morador de Maricá, observa pequenas imperfeições de infraestrutura, como pisos desnivelados e falhas na acessibilidade: “quem vem de fora, que ainda não está habituado com o local, consegue perceber melhor essas questões”, afirma o novo diretor.

Alessandro Coutinho sabe, no entanto, que os desafios vão muito além dos problemas estruturais de um prédio antigo: “Estou aprendendo o que é o Nerj”.  Maior representação do Ministério da Saúde no país, estão hoje sob gestão do Nerj cerca de 50 mil servidores ativos e inativos.  Também é de responsabilidade do núcleo prestar apoio logístico e técnico  ao Departamento de Gestão Hospitalar (DGH), ao Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS) e a Central Nacional de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Cenadi), entre outros órgãos vinculados.

 Desafios

A rotina é pesada, mas Coutinho tenta atender a todos

O novo coordenador já constatou que, hoje, há setores com pouco pessoal e que mais de 40% dos servidores do núcleo têm direito a aposentadoria. Com orçamento adequado ao período de crise e uma equipe enxuta, o novo gestor é enfático: “Vou contar com todos, da energia dos mais jovens à experiência daqueles que estão para se aposentar, mas que representam uma força de trabalho indispensável neste momento. Vou trabalhar em parceria com o servidor”.  

Entre os desafios, Coutinho aponta as novas diretrizes de atuação dos Núcleos Estaduais do Ministério da Saúde (NEMS), definidas pela Portaria 1.844 de 13 de outubro de 2016. “Muita coisa que era feita em Brasília, hoje é decidida aqui, como, por exemplo, questões de logística relacionadas ao Mais Médicos”.

A experiência acadêmica e profissional serão úteis nesta tarefa. Coutinho, pós-graduado em Processo Civil, é vice-presidente da OAB/Maricá, já atuou como procurador do Tribunal de Justiça Desportiva e como presidente do Conselho Fiscal da Companhia de Desenvolvimento Rodoviário e de Terminais do Estado do Rio de Janeiro (Coderte). Ele também foi membro do Conselho Municipal de Saúde de Maricá.

Outra ação que está demandando muito trabalho é o Sistema Eletrônico de Informação – SEI!, que será implantado até agosto. Além do prosseguimento da capacitação dos servidores, já está em andamento o processo de compra de scanners, que serão usados para digitalizar os processos, que ainda em papel, tramitem no núcleo.

Como Alessandro já percebeu, as necessidades são muitas e não é fácil traçar uma escala de importância. “Cada dia aparece uma prioridade”, constata. Mas, sobra otimismo ao novo gestor: “Quero deixar um legado no Nerj”.


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Rua México, 128 - Castelo Rio de Janeiro - RJ, 20031-142

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